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Sociedade Portuguesa de SuicidologiaA Sociedade Portuguesa de Suicidologia foi criada em 2000 (escritura notarial: 16 de Dezembro de 2000; publicação no D.R.: n°13, 16 de Janeiro de 2001) e tem a sua sede na Liga dos Amigos dos Hospitais da Universidade de Coimbra.
Os seus principais objectivos visam a actividade científica, cultural e social, o aperfeiçoamento humano, organizativo, técnico, ético e de formação, a investigação, promoção e educação para a saúde, a concepção e a execução de projectos no domínio do estudo e investigação do suicídio e condutas suicidas.
 
O acto eleitoral para os primeiros corpos sociais da Sociedade Portuguesa de Suicidologia decorreu em 17 de Março de 2001, tendo sido eleitos para presidirem a Assembleia Geral, Direcção e Conselho Fiscal, respectivamente, os psiquiatras Daniel Sampaio Carlos Braz Saraiva e Fidalgo de Freitas. Dos membros eleitos fazem ainda parte Fernando Areal, Bessa Peixoto, Nazaré Santos, psiquiatras, Francisco Alie da Veiga psiquiatra e professor de Bioestatística, Cristina Villares Oliveira, pedopsiquiatra. Sara Alegre, Joana Lobo, Cristina Paz, psicólogas, Jorge Costa Santos, médico legista ligado à psiquiatria forense, Olga Ordaz, professora de enfermagem, Luís Louzã Henriques, sociólogo, e um médico de Saúde Pública, Mário Jorge Santos.
 
O movimento científico que levaria à fundação da Sociedade Portuguesa de Suicidologia desenvolveu-se a partir das "Ias Jornadas sobre Comportamentos Suicidários", realizadas em Condeixa em 1996, numa organização da Consulta de Prevenção do Suicídio e da Clínica Psiquiátrica dos Hospitais da Universidade de Coimbra sob a direcção de Adriano Vaz Serra, sócio fundador da Sociedade. Este congresso permitiu o encontro de investigadores nacionais na área da Suicidologia, em cujos centros existia um interesse específico pela problemática do suicídio e das tentativas de suicídio, como acontecia, por exemplo, em alguns Serviços de Psiquiatria de Lisboa, Coimbra, Beja, Portalegre, Faro, Braga, Viseu. As preocupações dominantes eram as elevadas taxas de suicídio ao Sul do Tejo (mais de 30 por 100 mil habitantes/ano no sexo masculino) e o aumento das tentativas de suicídio constatado nos Serviços de Urgência (provavelmente 200 por 100 mil habitantes/ano). Independentemente dos estudos epidemiológicos, abordaram-se os quadros clínicos dos comportamentos suicidários, estratégias de intervenção em crise e prevenção do suicídio áreas de interesse essencial em Suicidologia. Na altura foi também sentida a necessidade de estreitar e manter contactos científicos e congregar esforços das diversas Escolas de psiquiatria e disciplinas afins que culminariam na constituição da Sociedade Portuguesa de Suicidologia.
 
O Simposium "O Suicídio e a Comunicação Social", a realizar em Lisboa no próximo dia 7 de Julho de 2001, pelas 10 horas, na Aula Magna do Hospital de Santa Maria marca o primeiro evento público da Sociedade Portuguesa de Suicidologia, acerca de um dos temas mais inquietantes dos nossos dias e cuja actualidade merece inclusive uma particular atenção da Organização Mundial de Saúde, com recomendações apropriadas para a divulgação de notícias de suicídio, no sentido da prevenção de comportamentos de contágio ou imitação. Do programa constam, para além da intervenção de abertura de "Apresentação da Sociedade Portuguesa de Suicidologia" por Carlos Braz Saraiva, "Aspectos Conceptuais em Suicidologia por Bessa Peixoto, "Autópsia Psicológica" por Costa Santos, "Como Abordar o Tema do Suicídio na Comunicação Social" por Daniel Sampaio. Seguidamente haverá um debate entre os congressistas, com a participação de jornalistas dos mass media presentes, da imprensa escrita, rádio e televisão. 

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